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Caminhada pela Freguesia de São Domingos de Benfica


Como constava da programação, a caminhada do dia 1 de dezembro tinha por função percorrer os locais históricos da freguesia, na qual fica sediado o Clube Millennium bcp


Depois de termos falado um pouco sobre o local onde estávamos (a entrada principal do Jardim Zoológico), desde a história da criação do Zoo, em São Sebastião da Pedreira, até ser transferido para a Quinta de Santo António, onde outrora o Barão de Quintela ou Conde de Farrobo tinha o seu palácio, e teatro, e cuja fama perdura até hoje, fruto das festas que ali deu aos seus convidados o que de tanto fausto o levou à ruína económica, partimos para a nossa caminhada.

Seguimos pela Estrada de Benfica e olhámos o que resta do Convento de Santo António da Convalescença e do Chafariz que do convento recebeu o nome. Circulámos pelo "Bairro Novo" para vermos como a dois passos da Estrada de Benfica um morador construiu o seu quintal, mas lá no cimo do prédio onde habita. Seguimos para o Bairro do Calhau e continuámos para o Largo de São Domingos.

Fez-se uma pausa para falarmos da Quinta do Lameiro, do Palácio Fronteira, do Palácio Devisme e do Convento de São Domingos onde estão sepultados Frei Luís de Sousa e João das Regras. Como a igreja estava fechada não pudemos entrar, bem como na Capela dos Castros, esta situada na parte ocupada pelos Pupilos do Exército. Mas fica a promessa de irmos fazer uma visita à igreja nos primeiros meses de 2018.

Retomámos o andamento e entrámos na Mata de São Domingos. Esta mata era parte da cerca que envolvia a Quinta da Alfarrobeira, em cuja quinta João Frederico Ludovice, o arquiteto de Mafra, construiu o seu palácio, conforme tivemos oportunidade de falar.

Da Mata de São Domingos, e por que estávamos perto, fomos um pouco mais adiante, agora já na freguesia de Benfica, para percorrer algum do espaço daquela que foi a Quinta do Peres. No local falou-se na história de Portugal. Ali habitou, embora por curto espaço de tempo, a Infanta Ana de Jesus Maria Bragança, filha de Dona Carlota Joaquina, a mal amada rainha consorte, pois, diz a história, era conhecida pela alcunha da megera, e, ao que consta, com motivos para assim ser nomeada.

Tomando a passagem superior sobre a linha do comboio e radial de Benfica, passámos junto ao Palácio da Alfarrobeira e andámos pelo espaço interior da Vila Grandela. Entrámos no jardim do Beau Séjour e, ladeando a Quinta da Conceição, rumámos ao Alto dos Moinhos onde ainda há vestígios da sua presença.

Era meio dia quando atingimos a Estrada das Laranjeiras. A Quinta Bensaúde ficava ali perto pelo que ponderou-se a hipótese de irmos lá espreitar. A maioria dos sócios estavam com o horário apertado pelo que abandonaram ali a caminhada. Um terço dos participantes avançou mesmo para a Quinta Bensaúde que percorremos. Imaginou-se quão bucólica seria aquela quinta, há um ou dois séculos, quando não havia qualquer edifício construído por ali, a vislumbrar-se no seu horizonte.

Visitada a quinta prosseguimos caminho na direção da antiga povoação de Palma de Baixo. Já passava das treze horas quando descemos a rua junto à sede do Clube Millennium bcp. E, à chegada a Sete Rios, demos por concluída a caminhada.

Quando íamos na Palma de Baixo, quase a findar a caminhada, a sócia Paula Farinha tropeçou e deu uma queda. Ficou com uma lesão num ombro. Desejamos-lhe rápidas melhoras.

Para ver mais fotos, clique aqui.

Publicado em 06/12/2017