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Fomos de Fátima ao Castelo de Ourém no dia 15 de outubro!


Chegámos a Fátima pelas nove da manhã...


Feitas umas fotos de grupo, para memória futura, e bebido um café, deu-se início à caminhada. Eram dez horas quando deixámos a área envolvente do Santuário.

Embora não fosse dia de peregrinação, àquela hora havia por ali muita gente o que dificultou um pouco a nossa progressão sem nos perdermos. Valeu um "galhardete" do Clube que, elevado às alturas por um bastão, nos permitiu seguir em fila indiana sem se perder o sentido do caminho a seguir.

Porém, percorridas alguma centenas de metros, a confusão terminou e entrámos num mundo só para nós. Seguimos pela estrada florestal, conhecida localmente pela estrada florestal da Lomba Gorda. Em tempos passados as pessoas plantaram por ali oliveiras para terem algum rendimento mas hoje as poucas que restam estão envoltas em mato e eucaliptos. Também há muitos medronheiros, mas devido à falta de chuva, os frutos destas árvores estavam tão mirrados que quase nem se dava conta da sua presença.

Percorridos alguns quilómetros, parámos um pouco no bar de uma associação de uma aldeia dos arredores de Fátima. O calor já era muito mas tínhamos mais três a quatro quilómetros para percorrer.

Seguimos por algum tempo o caminho de Santiago mas sendo o nosso destino Ourém deixámos esse caminho e tomámos um trilho que nos levou a passar pelo Parque de Lazer das Fontes. Ali, no parque, podemos ver quão velhinhas são o conjunto de oliveiras que faziam a sombra. Árvores com milhares de anos, sem qualquer dúvida. As fontes, de tanto calor e falta de chuva, tinham secado, coisa que, ao que sabemos, tal nunca havia acontecido.

Passado o Parque de Lazer seguimos novamente por terra batida, num vale onde há algumas décadas, e numa agricultura de subsistência, os locais semeavam milho e tinham as suas hortas. Hoje tudo são silvas com metros de altura o que demonstra quão dramático será o dia em que alguém ali vá deitar o lume, pois não haverá qualquer hipótese de segurar o fogo. A falta de chuva é tanta que, nesta altura do ano em que os campos habitualmente já estavam cobertos de erva verde, agora encontrámos pó e mais pó e as árvores com as folhas retorcidas como que numa prece a pedir misericórdia.

Como cada vez o calor era mais, optámos por anular a subida do morro do castelo. Dois corajosos "atletas" não quiseram render-se ao cansaço e vá de "trepar" encosta fora. Os restantes foram de autocarro até junto do acesso à Vila Medieval. Mas o tempo era muitíssimo curto para grandes visitas e feita uma breve passagem pelo Solar do IV Conde de Ourém, Dom Afonso, tratámos de ir para o restaurante.

E, com as energias algo recompostas, fomos de autocarro para Fátima onde tivemos alguns instantes livres. Não tanto quanto seria desejável pois havia que cumprir horários de trabalho do motorista. Nesse curto espaço de tempo (menos de duas horas) uns optaram por fazer uma visita à área do Santuário, enquanto outros, em passo acelerado, foram aos Valinhos e Aljustrel. Ali, no chamado "Caminho dos Pastorinhos" puderam ver como pelas cinco e meia da tarde eram muitos os peregrinos estrangeiros a caminhar e a orar. E à hora marcada estávamos em Lisboa.

Para ver mais fotos, clique aqui.

Publicado em 17/10/2017