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Serra da Peneda e Ecovia do Vez visitadas nos dias 24 e 25 de junho


Entre Ambos os Rios, Barragem do Alto Lindoso, Serra da Peneda, Arcos de Valdevez e Ponte de Lima foram alguns dos locais por onde passámos


Às sete da manhã do dia 24, o Alfa saía de Santa Apolónia rumo a Braga onde chegámos às 10h25, a hora prevista. Uma parte dos sócios, que iam participar nas caminhadas deste fim de semana, tinham ido na véspera pois aproveitaram a ocasião para assistirem aos festejos do São João, tendo em conta que a deslocação até ali era da iniciativa de cada sócio.

De Braga fomos para Brufe. Parámos no restaurante "O Abocanhado" para bebermos um café e olhar a paisagem. O gado bovino, que diariamente pastoreia na encosta que fica abaixo deste restaurante, àquela hora ainda andava lá pelos fundos. Se passássemos  por lá pelo meio da tarde o mesmo estaria ali bem perto de nós a cortar a erva como se de um campo de golfe estivessem a cuidar. Coisas do horário de trabalho que tão bem os quadrúpedes cumprem.

Seguimos caminho e passámos por Santo António de Mixões da Serra. Subimos a escadaria que nos levou lá bem ao alto. Tiradas as fotos vá de andar para passarmos de seguida pela Ermida da Senhora da Paz, uma sugestão do nosso "motorista guia". Mesmo que ainda estivéssemos na era de nos guiarmos pelo sol, era visível que, indo o mesmo já bem alto, era sinónimo que já devíamos estar a tratar do almoço.

Continuámos para Entre Ambos os Rios e, como a temperatura estava elevada, uma refeição à sombra de umas árvores não terá sido má ideia. O local, e o tempo climatérico, era propício a ficarmos por ali mais um pouco mas já estávamos com algum atrasado pois o passo seguinte era entrar nas profundezas da Barragem do Alto Lindoso, e já estávamos para além da hora marcada. Chegados à dita "mergulhámos" no seu interior o que terá sido, pensamos nós, uma experiência nunca antes vivida por algum dos sócios participantes.

Regressados à superfície, e subida a encosta, fomos até ao Lindoso para visitar aquele que é o maior conjunto de espigueiros conhecido do escrevinhador. Retomámos o caminho e passámos no cimo do paredão da barragem. Quase nem dava para acreditar que tínhamos entrado, de autocarro, naquele buraquinho que víamos lá no fundo do vale e que havíamos percorrido dois quilómetros no interior da montanha e ficado sob um "glaciar" descongelado.

Subimos um pouco mais a serra. Os casebres feitos de pedras sobrepostas, onde outrora os pastores pernoitavam e se abrigavam, ainda são visíveis por ali, mas abandonados. São restos de um tempo passado que já ninguém quer.

E continuámos por Paradela, em plena Serra da Peneda, onde há sempre muito gado cavalar e bovino a pastar livremente. Os restos do grande incêndio que em 2016 ali ocorreu, e que matou muitos animais destas espécies, ainda são bem visíveis.

E estando ali por aquelas bandas fomos até à Senhora da Peneda. É bem certo que a maior parte do percurso, a partir de Braga, tinha sido feito de autocarro, mas as pernas já começavam a pesar perto de uma tonelada, e seguimos, sem mais demora, para Arcos de Valdevez. Como era dia de São João, os menos ensonados ainda assistiram ao fogo de artifício que, à meia noite, brilhou sobre as águas do rio Vez.

No domingo, às sete e meia, já estávamos a arrumar a bagagem no autocarro, pois íamos fazer a Ecovia do Vez. Antes fomos até Portela de Alvite para vermos lá mais do alto como os nossos antepassados numa luta contra a adversidade do terreno construíram os socalcos onde depois faziam a sua agricultura de subsistência. Daí aquela zona ser conhecida pelo Tibete português. Os socalcos ainda existem mas a agricultura quase não. Era uma vida muito dura que naturalmente os povos foram abandonado em busca doutro modo de viver.

E eis que chegámos a Sistelo. Ia ser dia de festa pois o padroeira da povoação é são João. Às nove e meia estávamos a dar os primeiros passos no trilho da Ecovia. É um percurso que se desenrola quase sempre à beira do rio numa extensão de mais de trinta quilómetros e que vai de Sistelo até Ponte da Barca. Fizemos metade, pois o relógio não permitia mais, e, achamos nós, ter sido no espaço mais marcante deste trilho.

Depois do almoço, seguimos para Braga, com uma paragem em Ponte de Lima. Visitámos o Festival Internacional de Jardins e, por sugestão do nosso motorista, o santuário da Senhora da Boa Morte. E enquanto que por vezes nos pareceu, ao longo da vida, que o tempo nunca mais passava, nestes dois dias o mesmo teve a velocidade da luz.

Eram horas de rumar a Braga, para apanharmos o Alfa, mas eis que uma procissão nos cortou o caminho. Sem demoras, o nosso companheiro Orlando sai do autocarro e vai instruir o militar da GNR para que nos abra caminho porque temos de chegar a horas ao comboio. Cansados, mas todos bem dispostos, chegámos à estação, para dali regressarmos às nossas moradas.

Para ver mais fotos desta caminhada, clique aqui.

Publicado em 29/06/2017