Login
Nº Sócio
Pin
    
 

Caminhámos por Vouzela, S. Pedro do Sul e Serra da Arada


Clube proporcionou mais uma jornada de desporto, excelente convívio e boa camaradagem entre os seus Associados


Se há fins de semana em que a meteorologia (ou São Pedro) estão de bem connosco, o de 20 e 21 de maio foi um desses. Com muito sol, chegámos a Cambarinho poucos minutos antes das onze da manhã. Aguardava-nos a Leonor, simpática técnica da Câmara Municipal de Vouzela, que foi nossa guia num percurso pela Reserva Botânica dos Loendros daquela povoação.

Depois de quase quatro horas de autocarro, nada melhor que uma caminhada por um espaço de biodiversidade onde os Loendros estavam em plena floração, e com alguém conhecedor da matéria a dar-nos informações sobre o espaço que nos envolvia.

Dos Loendros seguimos para a Ermida da Senhora do Castelo, local desconhecido para a quase totalidade dos sócios. A ermida localiza-se no cimo do monte, sobranceiro a Vouzela, e de onde o nosso olhar viajou sobre as serras da Gralheira e da Arada, assim como das muitas povoações, umas maiores outras nem tanto, cujas habitações, no meio do verde, pintam de cores diversas o vale do Vouga.

Descemos da Senhora do Castelo, a caminhar, pelo trilho que nos levou à Quinta da Cavada, onde fomos muito bem acolhidos. O calor era muito e, para refrescarmos, serviram-nos umas simpáticas entradas sob a sombra das árvores, o que foi manifestamente agradável. Se é certo que pagámos o serviço, também é de louvar a qualidade do mesmo. Sabemos que sendo aquela casa cliente do Millennium bcp, quiseram ter um gesto de simpatia para connosco, o que muito apreciámos. Após estas entradas seguiu-se o almoço, agora na sala dedicada às refeições, onde a vitela, à moda de Lafões, estava excelente.

E cheios de vontade de caminhar fomos para a antiga estação de Vouzela. À nossa espera estava a Fátima, técnica de turismo da Câmara Municipal de Vouzela, que nos guiou pelo que de melhor há para ver nesta terra. Foi uma visita muito agradável, apesar do imenso calor que todos suportaram. E, estando em Vouzela, houve oportunidade para os "gulosos" irem comprar os famosos doces da terra.

Finda esta "tarefa" voltámos para a antiga estação. A partir desta, seguimos, a caminhar, pelo trilho da antiga linha do comboio do Vouga, até chegarmos às Termas de São Pedro do Sul. Foi um percurso muito agradável pois o traçado da antiga via férrea está ladeado de vegetação, o que lhe dá, em dias de calor, muita sombra.

E porque iam completar-se quinze dias após a data da inauguração da eco via, que vai das Termas até São Pedro, quisemos ir conhecê-la. Partimos, depois do jantar, sendo quase noite. Mas a via é iluminada estando a tarefa facilitada. Percorremos o trilho na totalidade, e nos dois sentidos, pois já não podíamos dispor do autocarro para nos ir buscar. Cruzámo-nos com muita gente que por ali caminhava, ao serão, prova de que a população local gostou daquela obra.

E, na manhã do dia 21, fomos até ao cimo da Serra da Arada para fazermos por ali mais uma caminhada. Partimos do Retiro da Fraguinha, pela barragem, onde os restos do grande incêndio de 2016 eram manifestamente evidentes. Onde ainda há menos de um ano havia vegetação, agora restam paus calcinados apesar da natureza já querer "ressuscitar".

Acompanhámos durante largas centenas de metros a levada da água que vai servir a população de Póvoa das Leiras para regarem as suas hortas. Atravessámos esta povoação, com algum cuidado onde colocávamos os pés, pois havia por ali muita celulose processada, resultado da pastorícia do gado bovino com o qual tivemos oportunidade de nos cruzarmos. Momento de curiosidade foi quando, ao entrarmos numa vereda, a Fátima, nossa guia local, nos disse que estávamos no exacto local onde o Pedro Dias, o célebre fugitivo de Arouca, tinha estacionado o carro para despistar as autoridades.

Passámos por veredas até chegarmos ao Candal e dali retomámos o regresso à Fraguinha, agora pelo alcatrão. Com uma razoável inclinação o regresso foi, para alguns, um pouco difícil. Durante todo o percurso foram passando por nós os atletas que naquele dia estavam a participar no trail de Manhouce. E quando os vimos a escalar uma extensa encosta da montanha, quase tivemos um calafrio...

Da Fraguinha fomos até Carvalhais onde, depois do almoço, percorremos parte do PR do Córcoda, que nos levou até aos muitos moinhos de água que ali existiam e que foram recuperados. E com muitos quilómetros percorridos a pé, faltava agora percorrer cerca de 300 quilómetros de autocarro. Partimos de Carvalhais às cinco da tarde e, às nove e meia estávamos a chegar a Lisboa. E assim partilhámos mais uma jornada de desporto, excelente convívio e boa camaradagem.

Aceda aqui a mais fotos desta jornada.

Publicado em 25/05/2017