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Trilhos da Raia 2017 - A Catedral do BTT


10 Associados participaram na famosa prova Raiana


Relato de Carlos Batista

Esta foi a minha 3.ª vez em Idanha-a-Nova, nos Trilhos da Raia, uma prova que contrariamente a muitas outras por esse país fora continua a manter um bom nível tanto organizacional como dos próprios trilhos que proporciona aos participantes. Infelizmente este ano a seca também afetou os Trilhos da Raia. O percurso estava fantástico, diferente do ano passado, em muitas zonas bastante rolante, mas o problema foi o imenso pó que se levantava...

Os cheiros das giestas, tão característico desta zona do país, este ano não se fizeram quase sentir, tanto era o pó que dissipava qualquer outro odor da flora. Ir atrás de um único ciclista era o suficiente para levantar uma poeirada enorme... Agora imaginem ir atrás de 6 ou 7... A solução era evitar a todo o custo “ir na roda” de alguém... A descer era recomendável não o fazer, pois formava-se uma nuvem de pó que às tantas já nem se via correctamente o caminho... Eu por causa disso, num dos estradões era tanto o pó à minha frente, que não me apercebi que o caminho curvava à direita, consegui virar quase em cima da curva e com o "frisson" de quase ir parar à valeta... Mas consegui aguentar-me!

De resto o percurso teve de tudo, singles, estradões, subidas, descidas dignas de provas de "downhill", subidas tipo "parede", que alguns conseguem subir montados outros nem por isso... e subidas que tinhas que irremediavelmente levar a bicicleta às costas (mesmo os "prós"), mas teve sobretudo dois abastecimentos de fazer corar de inveja muitas outras provas ditas de renome... Ter pastéis de nata mornos no primeiro abastecimento, bolos regionais, fruta variada (maçãs, laranjas, bananas), águas com fartura não é para todos... Então no 2.º abastecimento até pude comer um pouco de presunto... Enfim não há dúvidas que o título de "Catedral do BTT" continua a ser amplamente merecido! De resto as imagens falam por si... e exemplificam a extrema seca que assola o país! Nunca se desejou tanto a chuva como estes últimos meses!

Para a história da prova fica o excelente tempo do Miguel Talhão que embora tenha ficado oficialmente classificado na 6.ª posição, oficiosamente chegou em 4.º lugar, mas o computador da organização falhou na contagem de alguns participantes, tendo sido efetuado a classificação "à posteriori" e de forma manual não tendo refletido a sua verdadeira posição!

Esta é das provas que continua a valer a pena voltar.

Aceda aqui à classificação dos nossos atletas.

Publicado em 28/11/2017