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24 Horas a Correr em Vale de Cambra!


Equipa constituída por Jorge Lanzinha, Rui Ramalho, Sofia Ramalho e José Rocha obteve um excelente 25.º lugar por equipas


Relato do Associado Rui Ramalho

No seguimento da nossa preparação para a Maratona do Porto, achei por bem que fizéssemos um retiro longe para nos obrigarmos a correr dia e noite e afinar pilares fundamentais para se fazer uma boa maratona: resistência, espírito de sacrifício e resiliência, quer em termos físicos quer em termos mentais. Nada melhor que um local reservado durante 24 horas e com toda a envolvência de equipa, competição e camaradagem entre diferentes atletas.

Lá fomos nós com a casa às costas, porque esta coisa de ter que levar roupa para 6 ou 7 entradas em prova em que pode estar sol ou chuva, tenda para descansar e comida para 4 é dose. Levámos a tática pronta e o objetivo principal em mente. Começámos por fazer 5 voltas (de 2.130m do circuito) cada um, depois passámos para 4 e do meio dia de sábado até à 1h30m de domingo foi sempre a rodar. Ritmo de maratona, muita animação, umas caras conhecidas (Lebres do Sado) outras nem por isso, mas com tanta volta parecia que já conhecíamos todos.

Às duas da matina estávamos a comer uma sopa e uma massa e fomos dar um pouco de descanso ao corpo que o que não podia acontecer era arranjarmos alguma mazela. Já temos demasiadas horas de trabalho investidas para corrermos riscos. Às 7 e meia da manhã voltámos ao carrocel e 205 km depois terminávamos os quatro na volta de consagração feita por todos os atletas. Mais uma experiência para contar por muitos anos e se vimos muito sofrimento não sei se chegou para nos afastar de repetir.

Com medalha ao pescoço, banhinho tomado e a tralha arrumada fomos comer um belo bacalhau com broa em Oliveira de Azeméis que foi a cereja no topo do bolo.

Já na autoestrada, a regressar, quando faltavam menos de 200 km para chegar a Lisboa, fizemos o exercício de imaginar 4 maduros num carro em que, de quando em vez ia um lá para fora correr... até de carro custou a fazer os 200 km quanto mais.

Haja saúde para irmos fazendo estas loucuras quase totalmente saudáveis.

Publicado em 20/09/2017