Login
Nº Sócio
Pin
    
 

Visita guiada pela Dra. Manuela Cambotas à Rua do Bonjardim no Porto (Parte II)


A Igreja da Imaculada Conceição e a Fundação Arquiteto Marques da Silva foram alguns dos locais por onde passámos


No dia 24 de fevereiro, demos sequência ao nosso tema «Rua a Rua», propondo-nos a conhecer o resto da Rua do Bonjardim, desta vez descendo da Praça do Marquês de Pombal até à Rua Gonçalo Cristóvão, mas com muitas mais ambições: quisemos visitar a Igreja da Imaculada Conceição e a sua torre - o local mais alto da cidade do Porto - e a Fundação Arquiteto Marques da Silva, ambos no Marquês.

De tal forma foi ambicioso o programa, para tempo disponível, e tão rico o património visitado na praça, que acabámos por não ter tempo para descer a Rua do Bonjardim. O que até não foi mau, pois abriu-nos a oportunidade de marcar uma próxima "Parte III" para a Rua do Bonjardim, com visita à Fábrica Social/Fundação José Rodrigues, a realizar já no próximo dia 25 de março.

Mas voltemos ao dia 24 de fevereiro. Em primeiro lugar a contextualização e muitos pormenores sobre a Praça do Marquês de Pombal, como sempre bem contados pela Dra. Manuela Cambotas. Depois, fomos muito bem recebidos na Igreja da Imaculada Conceição por alguém a ela ligado e que nos contou a história da sua construção em pormenor. Subimos à torre - com o devido cuidado de não sermos apanhados na subida pelo toque dos sinos - e deslumbrámo-nos com a vista, que é extraordinária. Consegue em dias de tempo limpo ver-se a Póvoa...

Seguimos viagem, sempre com a Dra. Manuela a fornecer-nos muita informação, e entrámos na Fundação Arquiteto Marques da Silva. As instalações não se resumem à casa que desenhou para sua habitação e atelier, mas também ao Palacete que se encontra na esquina da Praça com a Rua Latino Coelho (construído na origem por um brasileiro «torna-viagem»). A casa pertenceu aos seus sogros e depois, mais tarde, foi, também habitação do arquiteto, ocupando a sua filha arquiteta a casa que desenhou originalmente para si. Foi tanta a informação sobre as belas casas e as personagens que as habitaram, que seria difícil reproduzi-las neste espaço. Quem não foi ou não conhece, deve fazê-lo sem falta. Também aqui fomos recebidos extraordinariamente bem e com todo o cuidado.

No final, a satisfação de todos os participantes foi evidente e, permitam-me dizê-lo, gratificante para todos os que organizaram esta visita.

Fotos gentilmente cedidas por Carlos Paz.

Publicado em 08/03/2018