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Palácio Vilalva, um palácio às portas de Lisboa


Visita guiada realizada no dia 21 de fevereiro


Pudemos ver um palácio cuja construção remonta à primeira metade do século XVIII sendo o arquiteto francês Fernand Lavre o autor do projeto. A decoração dos interiores é obra dos estucadores João Grossi e Felix Salta e também dos decoradores Buel e Gomassa.

Nessa época o palácio estava "plantado" numa vasta propriedade, nos arredores da cidade, pois a urbe lisboeta não havia chegado ao que é hoje o Marquês de Pombal. O rasgar de novas vias, à medida que a cidade foi alargando os seus limites, levou à abertura das avenidas Duque de Ávila, Berna, António Augusto Aguiar, entre outras, e ao "retalhar" da propriedade. Tanto assim que a condessa de Vilalva era até há bem pouco tempo (pois faleceu) residente no Parque de Santa Gertrudes, mais conhecido pelo Jardim da Gulbenkian, cujo palacete foi  construído no local onde eram as cavalariças.

Já no final do século XIX, José Maria Eugénio de Almeida, que deu nome ao que hoje conhecemos pela Fundação Eugénio de Almeida, adquire a quinta e contrata Cinati e Anatole Calmers, que deram ao edifício a forma que atualmente apresenta. O interior é composto de belos estuques, como é o exemplo da denominada "sala das abelhas" e por excelentes lustres e pavimentos. Também vimos uma bela biblioteca e a notável escadaria de acesso ao piso superior.

Desde o primeiro quartel do século XX que o palácio é propriedade do Estado estando há décadas ao serviço do Exército Português. Esta visita só foi possível ser realizada graças à autorização dada por Sua Exa., o Sr. General Chefe do Estado-Maior do Exército, a quem agradecemos.

Aceda aqui a mais fotos desta visita.

Publicado em 23/02/2018