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Visita guiada pela Mouraria e Alfama com serão de Fado Vadio


Como programado começámos pelo Largo de São Domingos...


Ali relembrámos a Lisboa de antes do Terramoto de 1755 e das histórias e monumentos que existiam naquela zona, como foi o caso do Hospital de Todos os Santos, da Capela da Senhora da Escada ou do Palácio dos Estaus. Do Convento de São Domingos, cuja igreja ardeu em 1959 (ainda hoje está bem visível), e que sempre foi a maior da Baixa, como puderam ver pela porta da sacristia que dá para a Travessa Nova de São Domingos, partimos ao "encontro do fado". Passámos no largo do Poço do Borratém. O dito poço ainda existe e é possível ver-se, mas como o edifício onde está englobado se encontra em obras, não dá para ver livremente.

E tendo o programa como mote "O Fado" entrámos no Beco do Rosendo para ficarmos a conhecer onde é a associação "Renovar a Mouraria". Naquele beco há, ocasionalmente, fado e sardinha assada. Mas o espaço é muito apertado para realizarmos ali um evento para os sócios.

Prosseguindo pela Rua de São Pedro Mártir chegámos à Mouraria. Olhou-se para a casa onde supostamente terá nascido a Maria Severa Onofriana, aquela que é considerada a primeira cantadeira de fado. E também a casa do conhecido fadista Fernando Maurício (já falecido) e ainda outra onde nasceu a Argentina Santos, conhecida cantadeira que é simultaneamente a dona do restaurante "A Parreirinha de Alfama".

E da Mouraria seguimos até Alfama. Falou-se da Associação Magalhães Lima, quando lá passámos, pois é ali que todos os anos os habitantes de Alfama ensaiam a sua marcha para desfilarem na avenida na noite de Santo António.

Em roteiro de fado, não podíamos deixar de passar pela Igreja de Santo Estêvão e, junto ao Cruzeiro do Adro, descemos pelas vielas de Alfama até chegarmos ao Chafariz de Dentro. Falou-se da história do Chafariz e da Muralha que cercou a cidade, mas, como já estava na hora foi tudo para o Adicense. É o grupo desportivo do bairro, onde ainda há alguns vestígios do que eram os serões que ali decorriam, com regularidade, antes de haver televisão, com centenas de canais e internet. Mesas corridas, com toalhas aos quadradinhos, jarro de vinho na mesa, "chega para lá mais um pouco", para colocar mais uma cadeira e, ali, comeu-se uma refeição. Ligeira, é um facto, mas o bastante para não ficar com fome. E, guitarristas a postos, vieram os cantadores, e cantou-se o fado.

Sendo vadio, ora essa, a meio do programa, uma das sócias sai da mesa e vá de postar-se frente aos guitarristas e vamos lá cantar. Saiu-se bem. Parabéns. E como na sala havia gente de Alfama, quando a sócia cantou a marcha de Alfama, o entusiasmo dos presentes, e residentes no bairro, foi enorme.

Uma jovem fadista disse-nos que dia oito estará num programa de televisão. "The Voice" parece ser o nome. Quem quiser rever a jovem a cantar esteja atento ao dito programa. E às primeiras horas da manhã, uma centena de sócios, que participou neste evento convívio, deixava Alfama.

Para ver mais fotos deste evento, clique aqui.

Publicado em 03/10/2017