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Visitámos Salvaterra de Magos no dia 9 de setembro!


Às nove horas estávamos em Escaroupim para visitarmos aquela que é a mais conhecida povoação avieira...


E, para começar, as três dezenas de sócios dividiram-se pelos dois barcos "Rio-a-Dentro", que nos iriam levar numa volta, seguindo os canais do Tejo, semelhante àquela que os avieiros faziam. Um desses canais estava repleto de jacintos. Os fosfatos que a agricultura utiliza acabam por ir parar ao rio e, os ditos jacintos, tirando partido da situação, desenvolvem-se com grande vigor, como vão poder ver nas fotos que acompanham este apontamento.

A viagem fazia lembrar um passeio de barco num pantanal. Um dos barcos, porque era menos potente para "rasgar" caminho, em certas alturas teve mesmo de ser rebocado pelo outro, como se fosse um quebra gelo que lhe abria a passagem.

Finda a volta, visitámos um exemplar tipo daquela que era a casa dum avieiro. Casa em madeira, sobre estacas para prevenir das cheias, com uma cozinha, uma sala e dois quartos. Tudo em dimensões reduzidas. Os móveis eram escassos pois toda a sua vida estava no barco. A mostrar-nos a casa esteve a dona Cassilda. Uma simpática senhora, filha de avieiros, que nos contou, e encantou, com "estórias" da sua vida.

Seguiu-se uma visita ao Museu de Escaroupim, instalado na antiga escola primária, e onde está documentada, por fotos e haveres, como era a vida dos pescadores vindos de Vieira de Leiria e da Murtosa. Há também ali alguns fragmentos de achados arqueológicos encontrados na região. E os menos jovens puderam relembrar como era a  escola primária da sua infância.

Seguimos para Salvaterra de Magos. Após o almoço, guiou-nos por esta localidade, o técnico da Câmara, Jorge Silva. Começámos por visitar a "Capela Real". Esta fazia parte do palácio ali existente. Já não está dedicada ao culto religioso. Ocasionalmente realizam-se ali exposições. A sua construção data do séc. XVI, embora tenha sido objeto de várias intervenções nos séculos seguintes como aconteceu no reinado de Filipe II quando lhe foi acrescentado o altar em estilo barroco, bem como as pinturas do teto. Visitámos também a Igreja de São Pedro e a fonte que era, noutros tempos, elemento fulcral na vida duma povoação.

Seguiu-se a visita à Falcoaria Real. Depois de nos ser contada a história da existência desta falcoaria e de vermos as aves que hoje ali existem, de cujos exemplares o Bufo Real foi o que mais nos chamou à atenção, não só por ser o maior, mas também porque era o que mais barulho fazia, fomos até ao campo onde o falcoeiro nos fez uma demonstração. Soltou uma ave, e esta, num ato de caça, voou bem alto e, sobrevoando sobre o grupo, agarrou a "presa" que o falcoeiro agitava. Recompensada com uma codorniz, foi-lhe colocado o Caparão que é aquele "chapéu" muito emplumado para que a ave voltasse tranquilamente ao seu ambiente de cativeiro.

E assim se concluiu um dia em que a cultura e o convívio entre os sócios foi ponto dominante. Como uma imagem conta mais que as palavras, aceda aqui a mais fotos.

Publicado em 11/09/2017